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segunda-feira, 29 de junho de 2020

90% dos brasileiros não guardam dinheiro para a aposentadoria, diz estudo



No Brasil, cerca de 90% das pessoas com mais de 25 anos não poupam dinheiro pensando na aposentadoria, segundo o Relatório Global do Sistema Previdenciário 2020, da seguradora Allianz, que avaliou a estrutura previdenciária de 70 países.

Em locais como Nova Zelândia e Estados Unidos, esse percentual é de cerca de 30% e 40%, respectivamente. Mesmo países emergentes, como a Índia e Rússia têm percentuais melhores que o brasileiro, algo em torno de 80%. Mas também existem países em situações ainda piores, como Argentina e Egito, onde cerca de 95% da população nessa faixa etária não guarda para o futuro.

Apesar da discrepância entre países desenvolvidos e emergentes no quesito planejamento financeiro de longo prazo, o estudo revela que a diferença é menos evidente quando a análise recai sobre os valores brutos de benefícios pagos pelos sistemas de seguridade de cada país.De acordo com os padrões da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o benefício da aposentadoria deve variar entre 40% e 60% do salário médio do país, considerando que a previdência social é frequentemente a única fonte de renda das pessoas nessa fase da vida.

Nesse quesito, a Índia tem o maior benefício bruto entre os 70 países analisados no estudo. O valor da aposentadoria no país corresponde a 83% da renda média per capita. Na Europa, em países como a Itália e Luxemburgo, o índice chega perto de 80%.

Entre os dez países com os sistemas mais generosos também estão Catar e Vietnã, com benefícios que chegam a 75%. No entanto, essas proporções parecem menos impressionantes considerando que grande parte dos países emergentes ou não desenvolvidos não conseguem promover de maneira efetiva a distribuição dos benefícios para o público-alvo dessas políticas.

Na Índia, a taxa de cobertura do sistema previdenciário só atinge 24% da população com 65 anos ou mais, no Catar o número cai para apenas 18%, enquanto em boa parte dos países europeus, inclusive os que se destacam na concessão de pensões que garantem não só a sobrevivência, mas a manutenção do padrão de vida, a cobertura é de 100%.

O Brasil, por sua vez, tem um benefício de aposentadoria que corresponde a cerca de 60% da renda média da população, com uma cobertura de pouco mais de 80% dos idosos recebendo pensões previdenciárias, e com cerca de 70% da população economicamente ativa (entre 15 e 64 anos) pagando a contribuição para ter uma aposentadoria no futuro. O levantamento mostra que o Brasil fica em 43°, uma posição intermediária quando se analisa a qualidade final dos sistemas.

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