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sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Outubro Rosa x Novembro Azul: por que os homens se cuidam menos que as mulheres?

Respectivamente, os meses reforçam a importância do cuidado das mulheres e dos homens com a saúde. Mudança de hábitos e consultas de rotina podem prevenir ou detectar precocemente graves doenças





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A nível mundial, as campanhas de conscientização dedicadas às mulheres e aos homens se tornaram eventos oficiais nos calendários de saúde. Outubro, também chamado de mês rosa, é o momento de voltar os olhos à prevenção do câncer mama. Já novembro, o mês azul, é a hora de os homens lembrarem da importância do acompanhamento para evitar o câncer de próstata.

A divulgação das ações traz à tona um questionamento cultural: por que os homens se cuidam menos que as mulheres? Essa falta de cuidado reflete nos números. Elas vivem mais do que eles em quase todas as partes do mundo – e tem sido assim nos últimos 100 anos. No Brasil, a expectativa de vida dos homens é de 72,5 anos em 2017, enquanto a das mulheres é de 79,6 anos, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mais de um terço dos homens não cuidam da própria saúde, indica o Ministério da Saúde. Uma pesquisa mais recente mostrou que, apesar de o urologista ser visto por 37% dos entrevistados como o médico do homem, 59% não costumam manter consultas periódicas, segundo levantamento Um Novo Olhar para a Saúde do Homem. “Infelizmente, o cuidado com a saúde masculina ainda é um tabu para a comunidade. Eles são relutantes em procurar auxílio médico preventivo e manter consultas periódicas”, pontua o urologista Rafael Buta, da clínica Veridium.

E elas, além de ter maior autocuidado, cumprem importante papel na rotina da masculina. Isso porque, segundo pesquisa realizada pelo Centro de Referência em Saúde do Homem, cerca de 70% deles só vão a consultas médicas acompanhados por mãe, esposa e até mesmo filha. O levantamento concluiu ainda que mais de 50% dos homens só procuram ajuda médica quando o sintoma já está avançado, muitas vezes necessitando de intervenção cirúrgica.

O médico explica que, em alguns casos, elas quem comandam o processo da ida ao consultório. “Da marcação da consulta até a garantia de que eles vão seguir o tratamento sugerido, as mulheres quem assumem o papel e garantem o cuidado necessário do paciente”, conta Buta.
Câncer de próstata

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que um em cada seis homens desenvolverá este tipo de câncer durante a vida. Nacionalmente, a doença ainda é a segunda maior causa de morte por câncer entre os homens. Somente para este ano, são estimados 68,2 mil novos casos, de acordo com o Inca.

O risco aumenta significativamente após os 50 anos, correspondendo a 40% dos tumores nessa faixa etária, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Apesar de ser um dos tipos de cânceres mais comuns entre a população masculina, o câncer de próstata é considerado altamente tratável se detectado de forma precoce.

“O diagnóstico prematuro permite que até 90% dos pacientes sejam tratados e curados da doença. Por isso é importante manter o acompanhamento periódico a partir dos 50 anos, e aos 45 anos se o homem tiver casos de câncer de próstata em familiares”, indica o uro-oncologista Carlos Watanabe.

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