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terça-feira, 28 de abril de 2020

88,3% dos pequenos empreendimentos do RN reduziu o faturamento depois do coronavírus


A pesquisa também ratificou a dificuldade financeira em que se encontram os pequenos negócios no Rio Grande do Norte. 88,3% dos empreendimentos de pequeno porte verificaram uma redução no faturamento mensal depois do advento do coronavírus. E o déficit nas caixas registradoras não é baixo.

A redução média de receitas é superior a 67% quando comparado ao que era faturado em períodos antes da crise. O impacto foi maior entre os MEIs e os proprietários de empresas de pequeno porte – aquelas com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões.

Demissões

O Sebrae verificou ainda os reflexos da crise no quadro de funcionários dos pequenos negócios, que tiveram de se virar para manter o nível de empregados. Segundo a pesquisa, 78% das 235 empresas ouvidas e que tinham pessoas empregadas não demitiram. No entanto, tomaram medidas, como dar férias coletivas (29,7%), suspensão do contrato de trabalho (20,4%) ou redução da jornada de trabalho com redução de salários (15,7%).

Já 22% que tiveram de dar as contas dos colaboradores – uma média de quatro empregados por negócio. Porém, 71% desses empreendedores pretendem recontratar o corpo funcional depois da crise. Pela pesquisa, as demissões foram mais frequentes em empreendimentos do setor industrial (35,7%) do que no comércio e serviços – setores mais afetados com as medidas de restrição – com taxas de 15,1% e 12,2% respectivamente.

Em relação ao crédito, a sondagem mostrou que somente 14,1% dos empresários do Rio Grande do Norte buscaram empréstimos, principalmente para quitar as contas (21,2%) e pagar a folha de funcionários (21,2%). Em média, os empréstimos solicitados giraram na ordem de R$ 68 mil. Desse contingente de empresas em busca de crédito, somente 29,4% conseguiu o recurso. Os demais ou voltaram sem o dinheiro (33,3%) ou ainda estão aguardando uma resposta da instituição financeira (37,2%). O Banco do Brasil foi o mais procurado pelos empreendedores pesquisados, seguido do Banco do Nordeste e depois a Caixa.






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