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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Fábricas de celulares de LG e Motorola no Brasil param por falta de peças



Depois de impactar várias empresas de tecnologia com atuação na China, o coronavírus começa a afetar também o mercado tecnológico nacional. Fábricas responsáveis pela produção de celulares da Motorola e da LG estão com suas linhas de montagem paralisadas ou com atividade reduzida em decorrência da falta de peças.
Segundo a Folha de S. Paulo, essas duas são as empresas impactadas mais gravemente até o momento, mas não são as únicas. A fábrica da Samsung, localizada em Campinas (SP), também paralisou a produção por três dias, entre 12 e 14 de fevereiro, mas retomou as atividades desde então.
A atividade industrial na China sofreu um baque desde o início do ano devido ao surto do coronavírus. As fábricas tiveram que interromper a produção para evitar o contágio entre seus funcionários, e o governo chegou a estender o feriado do Ano Novo Chinês para fazer com que as pessoas fossem menos a espaços públicos, onde poderiam infectar os outros ou serem infectados. A Apple, por exemplo, já anunciou a investidores que seus resultados do trimestre estarão abaixo do esperado porque suas vendas foram afetadas pela dificuldade em suprir a demanda pelos seus produtos. Mesmo após a retomada das atividades, o ritmo de produção ainda está abaixo do normal.
No Brasil, a situação não é diferente. Como nota a publicação, mais de 80% dos componentes usados na produção de eletroeletrônicos no Brasil em 2019 vieram da China ou de outros países asiáticos próximos, também afetados pelo coronavírus. Sem as peças, não há produção.
De acordo com a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), organização que representa empresas de tecnologia neste caso, 57% das empresas associadas estão reportando problemas no fornecimento de peças vindas da China. A entidade não diz exatamente qual o impacto da escassez na produção, mas nota que 4% das empresas já tem paralisações parciais e outras 15% já estudam reduções nas linhas de montagem. Apesar disso, a associação diz que ainda não há risco de falta de produtos eletrônicos no mercado brasileiro, pelo menos no curto prazo.




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